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Amâncio Santos

Amâncio Santos

Diretor Técnico e Inovação – Balance Company

Docente do Módulo Direção Técnica

Amâncio Santos

Amâncio Santos

Diretor Técnico e Inovação – Balance Company

Docente do Módulo Direção Técnica

Qual é o erro mais frequente que vês os gestores de ginásios e health clubs a cometer na tua área?

Na área da Direção Técnica, identifico três erros de gestão que continuam a ser muito frequentes nos ginásios e health clubs e que têm um impacto direto na experiência do cliente, na retenção e na rentabilidade do negócio.

1) Falta de rigor na monitorização dos indicadores das aulas de grupo. Muitos clubes limitam-se a consultar a taxa de ocupação das aulas de forma superficial, sem uma análise consistente dos seus principais barómetros de desempenho. Como consequência, mantêm horários, formatos ou instrutores que podem não estar a responder às necessidades dos sócios. O que deveriam fazer: monitorizar regularmente taxas de ocupação e evolução da frequência; avaliar tendências por horário, modalidade e instrutor; definir benchmarks claros para abertura, manutenção ou reformulação de aulas; tomar decisões baseadas em dados e não apenas em perceções.

2) Pouca supervisão e ausência de processos de controlo dos instrutores de sala. Outro erro recorrente é assumir que a equipa técnica está a executar corretamente as suas funções sem existir uma supervisão estruturada. Em muitos casos, faltam checklists operacionais, acompanhamento regular e padrões claros de exigência. O que deveriam fazer: implementar checklists diárias de acompanhamento da sala; definir padrões de interação com os sócios; realizar observações periódicas e auditorias internas; promover feedback contínuo e desenvolvimento da equipa. A qualidade da experiência do cliente depende, em grande parte, da consistência da atuação dos instrutores no terreno.

3) Falta de foco na análise dos KPIs de Personal Training. Apesar de o Personal Training representar uma das maiores oportunidades de receita secundária dentro de um clube, muitos gestores não acompanham os indicadores essenciais nem investem no desenvolvimento comercial das equipas técnicas. O que deveriam fazer: monitorizar KPIs como conversão, renovações, taxa de penetração e faturação por treinador; criar objetivos individuais e coletivos claros; formar as equipas em vendas consultivas e prescrição de serviços; integrar o PT como parte da jornada natural do cliente e não como um serviço isolado.

Em resumo, os melhores resultados surgem quando a Direção Técnica deixa de funcionar apenas como uma área operacional e assume um papel estratégico, suportado por indicadores, processos de controlo e desenvolvimento contínuo das equipas. É esta combinação que permite melhorar a experiência do sócio, aumentar a retenção e potenciar a rentabilidade do negócio.

Conhece a visão dos nossos especialistas:

Bernardo Novo

Pedro Simão

Alexandra Góis

Rita Serra

Lia Bahut

Daniel Vieira

Vera Pedragosa

Rui Esteves

Ricardo Cláudio

Mário Costa

Sandra Santos

João Silva

Duarte Cabral