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Rui Esteves

Rui Esteves

Consultor de Gestão Financeira e Contabilista Certificado

Docente do Módulo Gestão

Rui Esteves

Rui Esteves

Consultor de Gestão Financeira e Contabilista Certificado

Docente do Módulo Gestão

Qual é o erro mais frequente que vês os gestores de ginásios e health clubs a cometer na tua área?

Antes que o sonho vire pesadelo…

Quando idealizamos um health club ou um ginásio imaginamos logo os equipamentos, a receção, a música e as aulas, numa comunidade a treinar, feliz… pois… não é assim que vai funcionar.

Uma ideia não é mais do que isso mesmo se não for bem enformada de contexto, estratégia e planeamento financeiro. É que defender uma ideia impraticável faz de ti apenas um idiota, não um empresário, logo, é importante que primeiro a testes antes de a apresentares.

Uma das formas de o fazeres é simulá-la financeiramente, e são muitas as que nos chegam com contas irrealistas ou mesmo sem qualquer cálculo subjacente. Eis algumas falhas muito comuns: quase sempre as receitas vêm calculadas com base no que o cliente paga, esquecendo-se que o IVA, a 23%, não constitui ganho da atividade – ora, 23% de uma margem é por si só um desvio muito significativo que pode representar a inviabilidade de um projeto; é muito comum não se levar em conta os pequenos custos fixos (despesas bancárias, contencioso e notariado, seguros para a atividade, serviços de contabilidade, telefone, licenças, taxas), que isoladas não são relevantes mas no seu conjunto podem representar um custo significativo a suportar; ao nível dos custos com o pessoal normalmente não entra no cálculo o custo das férias (não confundir com o subsídio de férias) e das faltas justificadas, que representam dias pagos em que os colaboradores não trabalham e têm de ser substituídos, obrigando a mais recursos humanos – também é normal esquecer o seguro de acidentes de trabalho e a medicina no trabalho, bem como os fardamentos.

Quando colocamos todos estes elementos na equação percebemos que o break even alterou, que os objetivos de vendas ficaram mais exigentes e que precisamos de mais dinheiro do que inicialmente previmos.

Recomendaria ainda assumir que uma pequena parcela das vendas (2%, por exemplo) será consumida por custos que, por mais que estejamos atentos, tendem a aparecer.

Afinal, como diria Murphy: “nada é tão mau que não possa piorar”.

Conhece a visão dos nossos especialistas:

Bernardo Novo

Pedro Simão

Alexandra Góis

Rita Serra

Lia Bahut

Daniel Vieira

Amâncio Santos

Vera Pedragosa

Ricardo Cláudio

Mário Costa

Sandra Santos

João Silva

Duarte Cabral